É tão certo que um sujeito, que pensa-se livre, certamente não o é.
Tanto não conhece o conceito de
liberdade quanto de
sujeito!
Pobre coitado que não sabe do que fala...
Sorte daquele
sujeito que se sente escravo de alguém ou de algo. Este sim sabe do que fala, pode um dia descobrir que o conceito de
liberdade é moldável a cada situação, e que este sempre se molda em uma idealização
jamais atingida.
Progresso em direção à liberdade é como correr em direção à forca, ao invés de apenas andar vagarosamente, apreciando o caminho e a companhia, até que ela chegue até você.
Àquele sujeito escravizado, que buscava ser livre, e descobre que
liberdade não existe, só resta descobrir e transformar, aquilo que chama de sujeito. Assim se liberta do maior de todos os cárceres escravizantes: o
desconhecido conceito de
sujeito.
Para isso há dois caminhos a serem trilhados em paralelo
- Saber que sujeito é aquele que constrói a própria subjetividade.
- Saber que sujeito é aquele que se sujeita a alguém ou algo.
Só assim o sujeito sabe que liberdade não existe, e que nunca precisará dela, pois tem domínio sobre o que quer que seja, sobretudo sobre si mesmo, sejam quais forem as paragens. Esta afirmação sujeito nenhum pode vir a compreender através de palavras.
Não há
Guerra a declarar, não há
Revolução para articular, nem há
Conspiração a desarticular, muito menos um
Mestre a seguir.
É só se aproximar da fronteira, manter-se na clandestinidade, observar e estar preparado para situações conturbadas que por ali acontecem, estando pronto para agir...
... Em Tempos de Guerrilha do Ser